1.6.17

OS CONSELHEIROS ASSUMEM O TRABALHO DA 1ª PRESIDÊNCIA SE O PRESIDENTE ESTIVER DOENTE


Após o anúncio oficial da igreja sobre a situação de saúde do Presidente Thomas S. Monson abaixo transcrita muitas pessoas ficaram se perguntando, e agora? Se o profeta não ter um estado de saúde adequado para conduzir o Reino de Deus na Terra, como será o trabalho da liderança da igreja com seu profeta convalescente?

“Devido às limitações inerentes de idade, o Presidente Monson não irá participar mais regularmente da reuniões nos escritórios da Igreja. Ele se comunica e consulta com seus assessores sobre questões que são necessárias. Presidente Monson é grato pelo trabalho que continua a Primeira Presidência e do Quórum dos Doze Apóstolos, sem interrupção. Ele é grato pelas orações e apoio dos membros da Igreja.”

Apesar do profeta ainda poder se comunicar para consultas sobre “questões que são necessárias”, deixamos aqui alguns ensinamentos a respeito de como funciona a liderança da igreja nestes casos.

Primeiramente é bom falarmos sobre a importância dos conselheiros da Primeira Presidência da Igreja.

O Élder William R. Walker, dos Setenta, ensinou que a Primeira Presidência é o modelo a ser seguido pelas outras presidências da Igreja:

“Todos nós que servimos em presidências, em qualquer lugar da Igreja, devemos considerar a Primeira Presidência como o nosso modelo e o exemplo que procuramos seguir ao exercer nossas mordomias. Devemos esforçar-nos para ser como eles e trabalhar juntos com amor e harmonia, da mesma forma que eles.

O Presidente Gordon B. Hinckley falava frequentemente sobre a importância dos conselheiros: Ele disse: ‘O Senhor colocou [conselheiros] ali com um propósito’ (Teachings of Gordon B. Hinckley [Ensinamentos de Gordon B. Hinckley], 1997, p. 94).

O Presidente Gordon B. Hinckley ensinou também: ‘Todas as manhãs, exceto na segunda-feira, a Primeira Presidência se reúne (quando estamos na cidade). Peço ao Presidente Faust que apresente seus assuntos, e nós os discutimos e tomamos uma decisão. Depois, peço ao Presidente Monson que apresente seus assuntos, e nós os discutimos e tomamos uma decisão. Em seguida, apresento os assuntos que desejo abordar e nós os discutimos e tomamos uma decisão. Trabalhamos juntos. (…) Não pode haver um único homem trabalhando em uma presidência. Conselheiros — que coisa maravilhosa são os conselheiros. Eles impedem que você faça coisas erradas, ajudam-no a fazer as coisas certas’ (Teachings of Gordon B. Hinckley, p. 95; ver também “Nos Conselheiros Há Segurança”, A Liahona, janeiro de 1991, pp. 54–61).

Um conselheiro do Presidente Joseph F. Smith descreveu certa vez como a Primeira Presidência tomava decisões: ‘Quando chegava um caso diante (do Presidente da Igreja) para ser julgado, ele e seus conselheiros conversavam a respeito e o analisavam cuidadosamente até chegarem à mesma conclusão’ (Anthon H. Lund, Conference Report, junho de 1919, p. 19, grifo do autor).

Esse deve ser o nosso padrão nas presidências.

As revelações nos ensinam a tomar decisões em quóruns e presidências ‘com toda retidão, com santidade e humildade de coração, mansidão e longanimidade; e com fé e virtude e conhecimento, temperança, paciência, piedade, bondade fraternal e caridade’ (D&C 107:30).

O Senhor deu-nos o modelo” (“Três Sumos Sacerdotes Presidentes”, A Liahona, maio de 2008, p. 39; grifo do autor).

Os Conselheiros Assumem o Trabalho da Primeira Presidência Se o Presidente Estiver Doente

O Presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008) explicou como o trabalho da Primeira Presidência continua mesmo quando o Presidente da Igreja está doente ou incapacitado de executar seus deveres:

“Quando o presidente adoece ou não consegue desempenhar plenamente os deveres de seu ofício, seus dois conselheiros formam o Quórum da Primeira Presidência. Eles realizam o trabalho diário da Presidência. Em circunstâncias excepcionais, quando somente um deles for capaz de desempenhar suas funções, ele poderá agir na autoridade do ofício da Presidência como estabelecido em Doutrina e Convênios, seção 102, versículos 10–11” (“Deus Está ao Leme”, A Liahona, julho de 1994, p. 65; grifo do autor).

Três anos e meio antes, o Presidente Gordon B. Hinckley contou sua experiência pessoal como conselheiro de dois Presidentes da Igreja que ficaram doentes por um período prolongado:

“Durante o período em que o Presidente Kimball ficou doente, a saúde do Presidente Tanner piorou e ele faleceu. O Presidente Romney foi chamado para ser o Primeiro Conselheiro, e eu como Segundo Conselheiro do Presidente Kimball. Depois, o Presidente Romney ficou doente, de maneira que todo o fardo de responsabilidade ficou para mim. Eu me aconselhava frequentemente com meus irmãos do Quórum dos Doze e não sei como agradecer-lhes por sua compreensão e pela sabedoria de seus julgamentos. Nos assuntos em que já havia uma norma bem definida, prosseguimos adiante. Mas nenhuma norma nova foi anunciada ou implementada e nenhuma prática significativa foi alterada sem que nos reuníssemos com o Presidente Kimball e apresentássemos o problema a ele e recebêssemos seu total consentimento e sua aprovação.

Em tais circunstâncias, quando eu o visitava, sempre levava um secretário que fazia anotações detalhadas da nossa conversa. Posso garantir a vocês, amados irmãos, que nunca me coloquei à frente do meu líder, nunca tive nenhum desejo de seguir em frente sem ele no que tange às normas ou instruções da Igreja. Eu sabia que ele era o Profeta escolhido do Senhor. Embora eu também tivesse sido apoiado como profeta, vidente e revelador, com meus irmãos do Quórum dos Doze, eu sabia também que nenhum de nós era o Presidente da Igreja. Eu sabia que o Senhor havia prolongado a vida do Presidente Kimball por um propósito e tinha fé total de que esse prolongamento da vida estava de acordo com a sabedoria de Deus, que tem mais sabedoria do que qualquer ser humano.

Em novembro de 1985, o Presidente Kimball faleceu, e o Presidente Ezra Taft Benson, que na época era o Presidente do Conselho dos Doze, foi apoiado por unanimidade como Presidente da Igreja, profeta, vidente e revelador. Ele escolheu seus conselheiros, e posso garantir-lhes que temos trabalhado juntos com toda harmonia e que tem sido uma grande experiência, algo maravilhosamente compensador.

O Presidente Benson agora está com 91 anos e não tem a força e a vitalidade que tinha antes em abundância. O irmão Monson e eu, como seus conselheiros, fazemos como antes, ou seja, damos continuidade ao trabalho da Igreja ao mesmo tempo em que somos muito cautelosos para não nos colocarmos à frente do Presidente nem deixarmos de cumprir qualquer tipo de norma estabelecida há longo tempo sem o seu conhecimento e sua aprovação total” (“Nos Conselheiros Há Segurança”, A Liahona, janeiro de 1991, p. 60).

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